segunda-feira, 18 de abril de 2011

23 a 27

Aos 23 fui namorar o Edu pois era amigo de meu irmão, alguém engraçado e que gostava de mim. Estava farta de namorar os caras que sempre me traíam, queria algo mais sério de verdade. Minha mãe não gostou nada de eu namorar o Edu. Normal. Ela nunca tinha gostado de nenhum namorado que eu tive mesmo. O relógio biológico começou a bater.

Aos 25, me formei, aos 27 terminei o mestrado. Mas entre me formar e terminar o mestrado fui acometida por um atropelo devido ao meu relógio biológico gritando dentro de mim, sempre fui meio avoada e sempre me esquecia de tomar o anticoncepcional direito.

Desde a iniciação científica até o mestrado percebi que diante dos demais colegas de laboratório eu me destacava mais... isso gerou um ciumes danado lá... mas fui seguindo em frente, meu orientador me deu um estagiario, veio um burrinho, não deu certo, então veio o Julio - o cara!, Júlio era o cara mesmo e salvou muitos experimentos e manteve o trabalho andando enquanto eu ficava em casa após o nascimento de meu filho com Edu...

pois é, infelizmente, tive o Juju no meio do mestrado, morando na casa de minha mãe, minha mãe jogando na cara um monte de coisas, eu com vergonha de não ter minha casa, meu canto, o Edu era um garoto sem nenhuma maturidade e eu idem.

Saí da casa de minha mãe sem o seu apoio para morar com Edu e nosso filhinho. Foi um período muito pesado para mim. Desde o dia que soube que estava grávida quando até hoje convivo com a lembrança de Edu se ajoelhando e suplicando na minha frente e pedindo pelo amor de Deus que eu abortasse até o dia que me separei dele pouco depois que Juju completou um ano.

Foi só facada nas costas, ou melhor, foi só chifre na cabeça. Também o que se espera de uma pessoa imatura, que não se entende com sua propria familia, que a própria mãe tem amante, que tem um pai masturbador de cachorro, que não se dava bem com o próprio irmão... Esse era o perfil da familia de Edu e que eu não soube de novo reconhecer que a mim não serviria. de novo. Foi muito mais pesado descobrir que depois de me separar de Edu estava grávida de novo. O que eu faria? Tentaria voltar? Eu sabia que ele já tinha outra pessoa!! ok, fui vencida pela minha razão e acabei tirando aquele problema que aumentaria muito mais o meu sofrimento.

Minha mãe ajudou muito nessa época absorvendo Juju em sua casa e ficando com ele, como se filho dela fosse. Também financeiramente ajudou muito. Onde estava meu pai... enfiado no trabalho sem sequer me perguntar como eu estava e completamente apagado pela minha mãe.

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