segunda-feira, 18 de abril de 2011

20 a 22

Um novo vestibular em informática e nada...não passei de novo..

Minha mãe disse que nunca iria pagar uma faculdade para mim pois meu irmão acabara de entrar em uma pública e que era para eu entrar também.

Fiz 21, bateu um desespero, desde os 18 eu fazia vestibular e nada. Entrei num cursinho, larguei o emprego que eu tinha arrumado de operadora de telemarketing na Petrobrás e enfiei a cara nos livros. Pela primeira vez enfiei a cara mesmo.

Passei em tudo. Passei na UERJ, na UFF e na UFRJ.

Fui estudar biologia na UERJ e arquitetura na UFF. Pesado foi manter duas faculdades e ao final de um semestre optei pela biologia pois adorava os passeios de campo e detestava as patricinhas e o monte de gays que tinha na minha turma de arquitetura.

Me enturmei a fundo na biologia, e lá surgiram o Jackson e a Martina, até hoje grandes amigos. A Martina namorava o veterano Sandro, perdi tempo namorando um babaca pra variar... eu sempre namorava o babacão metido a "playba". O Sandro era muito legal, eu fazia estágio com fertilidade do homem, precisava de esperma para as análises e o Sandro foi lá doar para mim, ou melhor para o laboratório! Pena que perdi o contato depois que ele se formou quase 2 anos antes de mim. (Sandro se tornou meu fiel escudeiro, meu melhor amigo e graças a Deus hoje meu marido maravilhoso, pai de nossa filhinha Mari)

Aos 22 anos lembro-me de minha mãe tentando me enfiar "goela abaixo" uns pretendentes ricos e ridículos. Os atos dela me feriram bastante pois não admitia tal interferência. Pelo menos, ela desistiu de me empurrar o Jeronimo, o Gazella e mais uns tantos outros, teve um que inclusive apareceu lá em casa a convite dela com um colar de ouro para me presentear. Todos os pretendentes oriundos de minha mãe eu ignorei sumariamente.

Meu irmão já estava entrando no mestrado e era o orgulho da família todos os parentes sabiam o que ele fazia. E a mim? Todos sabiam que eu tinha feito a loucura de largar a arquitetura uma profissão estável para fazer biologia algo que não dava dinheiro.

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