Desisti...
Desisti de procurar alguém, desisti mesmo...parei te tentar procurar alguém para formar uma família. Pensei: vou só me divertir com alguém de vez em quando pois nenhum homem presta e agora que tenho um filho e sou sozinha será muito mais difícil encontrar alguém decente.
Fiquei então muito deprimida.
Muito mesmo.
Comecei a fazer psicanálise.
Um belo dia, entrei no meu orkut e eis que vejo um pedido para me adicionar, o colega Sandro da faculdade, ok, aceitei ele e mandei um recado "oi sandro, quanto tempo, como está bem nessa foto, não mudou nada" (ps. o Sandro sempre foi um gato de olhos verdes mas era o namorado da minha amiga Martina né...)
Nada me despertou nele nos primeiros dias, até porque ele disse estar morando na Rússia, ou seja, sem condições de rolar nada.
Mas a cada dia uma conversinha, outra e mais outra e outra. Meu coração mudou.
O coração dele também mudou.
Sandro então largou toda sua carreira na europa e literalmente despencou dos -40C da Sibéria para os +40C do subúrbio do Rio de Janeiro para ficar comigo.
Não me esqueço até hoje de encontra-lo no aeroporto de Campinas e ve-lo com uma caixinha de aliança na mão.
Meus olhos se enchem d´água só de lembrar do rostinho feliz dele e de como suspirava por mim e eu por ele.
Sandro meu marido, meu companheiro, logo nos unimos definitivamente, mas algo estava errado.
A novela começava a se repetir, tudo o que deixei pra lá ou mal resolvido veio à tona. Minha mãe pertubando, ex interferindo, houve até um dos ex que armou uma situação junto com um colega dele que inclusive tinha o mesmo sobrenome alemão que o meu, para tentar gerar um falso dialogo que eu estaria tendo um caso. Foi um período bizarro. Eu e Sandro tinhamos problemas vindos de norte-sul-leste-oeste. Ficamos extremicidos.
Me desesperei e quando me desespero começo a ficar com a memória péssima (já não é lá essas coisas mesmo).
No mês que engravidei da Mari acho que esqueci de tomar umas 4 pílulas.
Que bosta.
Não aguento mais escrever vou dormir.
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
28 aos 30
Fase em que deslanchei profissionalmente mas me afundei pessoalmente com relacionamentos frívolos. Só Deus sabe a quantidade de merda que eu fiz, enfiei na cabeça que queria montar uma família de volta a qualquer custo e só montei em relacionamentos com pessoas conhecidas pela internet ou garotos sem maturidade. Que perda de tempo, poderia ter deslanchado mais ainda no trabalho se tivesse dedicado o tempo que perdi com os experimentos de bancada. Mas essa fase foi um período dificil no meu coração, estava muito ferido ainda de tristeza de ter escolhido a pessoa errada para tentar formar uma familia.
Nessa epoca minha mãe importou uma escrava nordestina da terra dela para ser minha empregada e babá de Juju. Digo escrava porque a moça foi trazida de lá de uma favela, tinha um jeito chucro, quase sem roupas, nós a educamos, demos roupas, uma cama e minha mãe ainda fez o infortúnio de tempos depois trazer a filha doente mental desta moça e enfiou para morar na minha casa no quarto de meu filho.
Se estabeleceu um inferno de Dante!
Minha casa minúscula que morava só eu e Juju, agora moravam uma empregada chucra, uma menina filha dela de 9 anos com problemas mentais, tudo comandado pela minha mãe que tomava conta de tudo, principalmente de Juju enquanto eu fazia o doutorado.
Aliás, puta merda de doutorado do kct, comecei o doc ainda com 27 e nesse periodo eu me separei, meu orientador morreu, minha nova orientadora teve um infarte, o projeto inicial deu errado, os colaboradores iniciais furaram comigo, tive que mudar muito o trabalho.
Aos 30 ainda faltando mais de 1 ano para terminar o doutorado super dificil, passei em concurso pra professor universitario, me chamaram para a faculdade de medicina e ainda tinha que ajudar um professor da Uerj a fazer o trabalho dele de divulgacçao científica da medula óssea.
Continuava perdendo meu tempo com homens retardados e canalhas. Um dia conheci um rapaz pela internet, saímos meia dúzia de vezes até que ele me levou até a casa dele... culminou abusando de mim. Foi algo muito ruim, fiquei morrendo de medo e desisti de tentar encontrar alguém pela internet, porém consegui passar por cima disso (a princípio) bem, pois já tinha sofrido algo parecido com o primo Jota quando criança... tirei de letra, pelo menos não morri nem peguei nenhuma doença...mas isso virou mais uma sombra em minha vida.
Minha mãe continuava estragando a educação de Juju a ponto de eu começar a diminuir o contato com ela.
Minha empregada não obedecia minhas ordens mas obedecia as de minha mãe. Me emputeci com aquela menina mal educada e problematica em minha casa e pedi que a empregada fosse embora e levasse a menina, que de fato o fez mas pediu para voltar pois precisava de dinheiro. Fiquei com pena da menina, mas eu nao tinha condição de ter um minha casa tão pequena mais um pessoa.
Os ventos sopraram a meu favor e rapidamente veio a estabilidade financeira, comprei o carro. Como feliz fiquei ao cumprir uma promessa que eu tinha feito a mim mesma que teria um carro até os 30 anos... e consegui alcançar minha meta... fiquei feliz com meu carrinho vermelho, eu de coração vazio, sozinha e procurando formar uma familia mas passeando pra lá e pra cá de carro com meu filhinho.
Nessa epoca minha mãe importou uma escrava nordestina da terra dela para ser minha empregada e babá de Juju. Digo escrava porque a moça foi trazida de lá de uma favela, tinha um jeito chucro, quase sem roupas, nós a educamos, demos roupas, uma cama e minha mãe ainda fez o infortúnio de tempos depois trazer a filha doente mental desta moça e enfiou para morar na minha casa no quarto de meu filho.
Se estabeleceu um inferno de Dante!
Minha casa minúscula que morava só eu e Juju, agora moravam uma empregada chucra, uma menina filha dela de 9 anos com problemas mentais, tudo comandado pela minha mãe que tomava conta de tudo, principalmente de Juju enquanto eu fazia o doutorado.
Aliás, puta merda de doutorado do kct, comecei o doc ainda com 27 e nesse periodo eu me separei, meu orientador morreu, minha nova orientadora teve um infarte, o projeto inicial deu errado, os colaboradores iniciais furaram comigo, tive que mudar muito o trabalho.
Aos 30 ainda faltando mais de 1 ano para terminar o doutorado super dificil, passei em concurso pra professor universitario, me chamaram para a faculdade de medicina e ainda tinha que ajudar um professor da Uerj a fazer o trabalho dele de divulgacçao científica da medula óssea.
Continuava perdendo meu tempo com homens retardados e canalhas. Um dia conheci um rapaz pela internet, saímos meia dúzia de vezes até que ele me levou até a casa dele... culminou abusando de mim. Foi algo muito ruim, fiquei morrendo de medo e desisti de tentar encontrar alguém pela internet, porém consegui passar por cima disso (a princípio) bem, pois já tinha sofrido algo parecido com o primo Jota quando criança... tirei de letra, pelo menos não morri nem peguei nenhuma doença...mas isso virou mais uma sombra em minha vida.
Minha mãe continuava estragando a educação de Juju a ponto de eu começar a diminuir o contato com ela.
Minha empregada não obedecia minhas ordens mas obedecia as de minha mãe. Me emputeci com aquela menina mal educada e problematica em minha casa e pedi que a empregada fosse embora e levasse a menina, que de fato o fez mas pediu para voltar pois precisava de dinheiro. Fiquei com pena da menina, mas eu nao tinha condição de ter um minha casa tão pequena mais um pessoa.
Os ventos sopraram a meu favor e rapidamente veio a estabilidade financeira, comprei o carro. Como feliz fiquei ao cumprir uma promessa que eu tinha feito a mim mesma que teria um carro até os 30 anos... e consegui alcançar minha meta... fiquei feliz com meu carrinho vermelho, eu de coração vazio, sozinha e procurando formar uma familia mas passeando pra lá e pra cá de carro com meu filhinho.
23 a 27
Aos 23 fui namorar o Edu pois era amigo de meu irmão, alguém engraçado e que gostava de mim. Estava farta de namorar os caras que sempre me traíam, queria algo mais sério de verdade. Minha mãe não gostou nada de eu namorar o Edu. Normal. Ela nunca tinha gostado de nenhum namorado que eu tive mesmo. O relógio biológico começou a bater.
Aos 25, me formei, aos 27 terminei o mestrado. Mas entre me formar e terminar o mestrado fui acometida por um atropelo devido ao meu relógio biológico gritando dentro de mim, sempre fui meio avoada e sempre me esquecia de tomar o anticoncepcional direito.
Desde a iniciação científica até o mestrado percebi que diante dos demais colegas de laboratório eu me destacava mais... isso gerou um ciumes danado lá... mas fui seguindo em frente, meu orientador me deu um estagiario, veio um burrinho, não deu certo, então veio o Julio - o cara!, Júlio era o cara mesmo e salvou muitos experimentos e manteve o trabalho andando enquanto eu ficava em casa após o nascimento de meu filho com Edu...
pois é, infelizmente, tive o Juju no meio do mestrado, morando na casa de minha mãe, minha mãe jogando na cara um monte de coisas, eu com vergonha de não ter minha casa, meu canto, o Edu era um garoto sem nenhuma maturidade e eu idem.
Saí da casa de minha mãe sem o seu apoio para morar com Edu e nosso filhinho. Foi um período muito pesado para mim. Desde o dia que soube que estava grávida quando até hoje convivo com a lembrança de Edu se ajoelhando e suplicando na minha frente e pedindo pelo amor de Deus que eu abortasse até o dia que me separei dele pouco depois que Juju completou um ano.
Foi só facada nas costas, ou melhor, foi só chifre na cabeça. Também o que se espera de uma pessoa imatura, que não se entende com sua propria familia, que a própria mãe tem amante, que tem um pai masturbador de cachorro, que não se dava bem com o próprio irmão... Esse era o perfil da familia de Edu e que eu não soube de novo reconhecer que a mim não serviria. de novo. Foi muito mais pesado descobrir que depois de me separar de Edu estava grávida de novo. O que eu faria? Tentaria voltar? Eu sabia que ele já tinha outra pessoa!! ok, fui vencida pela minha razão e acabei tirando aquele problema que aumentaria muito mais o meu sofrimento.
Minha mãe ajudou muito nessa época absorvendo Juju em sua casa e ficando com ele, como se filho dela fosse. Também financeiramente ajudou muito. Onde estava meu pai... enfiado no trabalho sem sequer me perguntar como eu estava e completamente apagado pela minha mãe.
Aos 25, me formei, aos 27 terminei o mestrado. Mas entre me formar e terminar o mestrado fui acometida por um atropelo devido ao meu relógio biológico gritando dentro de mim, sempre fui meio avoada e sempre me esquecia de tomar o anticoncepcional direito.
Desde a iniciação científica até o mestrado percebi que diante dos demais colegas de laboratório eu me destacava mais... isso gerou um ciumes danado lá... mas fui seguindo em frente, meu orientador me deu um estagiario, veio um burrinho, não deu certo, então veio o Julio - o cara!, Júlio era o cara mesmo e salvou muitos experimentos e manteve o trabalho andando enquanto eu ficava em casa após o nascimento de meu filho com Edu...
pois é, infelizmente, tive o Juju no meio do mestrado, morando na casa de minha mãe, minha mãe jogando na cara um monte de coisas, eu com vergonha de não ter minha casa, meu canto, o Edu era um garoto sem nenhuma maturidade e eu idem.
Saí da casa de minha mãe sem o seu apoio para morar com Edu e nosso filhinho. Foi um período muito pesado para mim. Desde o dia que soube que estava grávida quando até hoje convivo com a lembrança de Edu se ajoelhando e suplicando na minha frente e pedindo pelo amor de Deus que eu abortasse até o dia que me separei dele pouco depois que Juju completou um ano.
Foi só facada nas costas, ou melhor, foi só chifre na cabeça. Também o que se espera de uma pessoa imatura, que não se entende com sua propria familia, que a própria mãe tem amante, que tem um pai masturbador de cachorro, que não se dava bem com o próprio irmão... Esse era o perfil da familia de Edu e que eu não soube de novo reconhecer que a mim não serviria. de novo. Foi muito mais pesado descobrir que depois de me separar de Edu estava grávida de novo. O que eu faria? Tentaria voltar? Eu sabia que ele já tinha outra pessoa!! ok, fui vencida pela minha razão e acabei tirando aquele problema que aumentaria muito mais o meu sofrimento.
Minha mãe ajudou muito nessa época absorvendo Juju em sua casa e ficando com ele, como se filho dela fosse. Também financeiramente ajudou muito. Onde estava meu pai... enfiado no trabalho sem sequer me perguntar como eu estava e completamente apagado pela minha mãe.
20 a 22
Um novo vestibular em informática e nada...não passei de novo..
Minha mãe disse que nunca iria pagar uma faculdade para mim pois meu irmão acabara de entrar em uma pública e que era para eu entrar também.
Fiz 21, bateu um desespero, desde os 18 eu fazia vestibular e nada. Entrei num cursinho, larguei o emprego que eu tinha arrumado de operadora de telemarketing na Petrobrás e enfiei a cara nos livros. Pela primeira vez enfiei a cara mesmo.
Passei em tudo. Passei na UERJ, na UFF e na UFRJ.
Fui estudar biologia na UERJ e arquitetura na UFF. Pesado foi manter duas faculdades e ao final de um semestre optei pela biologia pois adorava os passeios de campo e detestava as patricinhas e o monte de gays que tinha na minha turma de arquitetura.
Me enturmei a fundo na biologia, e lá surgiram o Jackson e a Martina, até hoje grandes amigos. A Martina namorava o veterano Sandro, perdi tempo namorando um babaca pra variar... eu sempre namorava o babacão metido a "playba". O Sandro era muito legal, eu fazia estágio com fertilidade do homem, precisava de esperma para as análises e o Sandro foi lá doar para mim, ou melhor para o laboratório! Pena que perdi o contato depois que ele se formou quase 2 anos antes de mim. (Sandro se tornou meu fiel escudeiro, meu melhor amigo e graças a Deus hoje meu marido maravilhoso, pai de nossa filhinha Mari)
Aos 22 anos lembro-me de minha mãe tentando me enfiar "goela abaixo" uns pretendentes ricos e ridículos. Os atos dela me feriram bastante pois não admitia tal interferência. Pelo menos, ela desistiu de me empurrar o Jeronimo, o Gazella e mais uns tantos outros, teve um que inclusive apareceu lá em casa a convite dela com um colar de ouro para me presentear. Todos os pretendentes oriundos de minha mãe eu ignorei sumariamente.
Meu irmão já estava entrando no mestrado e era o orgulho da família todos os parentes sabiam o que ele fazia. E a mim? Todos sabiam que eu tinha feito a loucura de largar a arquitetura uma profissão estável para fazer biologia algo que não dava dinheiro.
Minha mãe disse que nunca iria pagar uma faculdade para mim pois meu irmão acabara de entrar em uma pública e que era para eu entrar também.
Fiz 21, bateu um desespero, desde os 18 eu fazia vestibular e nada. Entrei num cursinho, larguei o emprego que eu tinha arrumado de operadora de telemarketing na Petrobrás e enfiei a cara nos livros. Pela primeira vez enfiei a cara mesmo.
Passei em tudo. Passei na UERJ, na UFF e na UFRJ.
Fui estudar biologia na UERJ e arquitetura na UFF. Pesado foi manter duas faculdades e ao final de um semestre optei pela biologia pois adorava os passeios de campo e detestava as patricinhas e o monte de gays que tinha na minha turma de arquitetura.
Me enturmei a fundo na biologia, e lá surgiram o Jackson e a Martina, até hoje grandes amigos. A Martina namorava o veterano Sandro, perdi tempo namorando um babaca pra variar... eu sempre namorava o babacão metido a "playba". O Sandro era muito legal, eu fazia estágio com fertilidade do homem, precisava de esperma para as análises e o Sandro foi lá doar para mim, ou melhor para o laboratório! Pena que perdi o contato depois que ele se formou quase 2 anos antes de mim. (Sandro se tornou meu fiel escudeiro, meu melhor amigo e graças a Deus hoje meu marido maravilhoso, pai de nossa filhinha Mari)
Aos 22 anos lembro-me de minha mãe tentando me enfiar "goela abaixo" uns pretendentes ricos e ridículos. Os atos dela me feriram bastante pois não admitia tal interferência. Pelo menos, ela desistiu de me empurrar o Jeronimo, o Gazella e mais uns tantos outros, teve um que inclusive apareceu lá em casa a convite dela com um colar de ouro para me presentear. Todos os pretendentes oriundos de minha mãe eu ignorei sumariamente.
Meu irmão já estava entrando no mestrado e era o orgulho da família todos os parentes sabiam o que ele fazia. E a mim? Todos sabiam que eu tinha feito a loucura de largar a arquitetura uma profissão estável para fazer biologia algo que não dava dinheiro.
17 a 19 anos
Meu primeiro namorado sério... primeiro tudo... nada demais, durou pouco... que coisa irrelevante... eu era tão ingênua e achava que todo mundo era bonzinho, pelo menos não precisava mais mentir para minhas amigas que era virgem...
Lembrando de mim aos 18, eu era muito rebelde, enfrentava muito a minha mãe e fazia questão de fazer aquilo que era não queria. Era difícil eu ter autonomia.
Lembro-me de pedir a ela para fazer intercâmbio, ela disse ser perigoso, arrumei então uns penfriends por carta e passava horas conversando em chats no BBS... na época praticamente não tinha internet ainda no Brasil.
Terminei o 2o grau mas como só queria saber de namorar não passei no vestibular para engenharia química. Ainda bem que não passei pois não tinha nada a ver com engenharia.
Meu pai fez questão de me matricular numa escola técnica de informática, uma das melhores e mais caras em botafogo. O curso técnico levou 1 ano e meio.
Aos 19 anos, arrumei meu primeiro estágio como operadora de computador na prefeitura do Rio. Foi muito importante este trabalho, pois conheci pessoas diferentes, um ambiente diferente e o principal, tinha que cumprir horários e respondia a um chefe, que pouco me chamava a atenção, pois me via como garotinha e me chamava de Pocahontas. Meu chefe era boa pessoa, mas as pessoas lá me enxergavam como garota e eu queria ser vista como mulher. Certa vez um funcionário de lá da prefeitura de um outro setor começou a me assediar, ele tinha uns 45 anos e eu 19, ficava sempre me chamando para almoçar e sair com ele. Meu chefe um dia viu e percebeu que eu estava constrangida. Ele deu um fora tão grande nesse cara que nunca mais o vi. (Muitos anos depois esse mesmo cara me acha no MSN dizendo que nunca tinha me esquecido e que queria refazer contato, eu o ignorei)
Aos 19 anos eu ia com meu irmão em todos os encontros de BBS que tinham no Rio. Tive um namoro longo com um Sysop bem nerd.
Lembrando de mim aos 18, eu era muito rebelde, enfrentava muito a minha mãe e fazia questão de fazer aquilo que era não queria. Era difícil eu ter autonomia.
Lembro-me de pedir a ela para fazer intercâmbio, ela disse ser perigoso, arrumei então uns penfriends por carta e passava horas conversando em chats no BBS... na época praticamente não tinha internet ainda no Brasil.
Terminei o 2o grau mas como só queria saber de namorar não passei no vestibular para engenharia química. Ainda bem que não passei pois não tinha nada a ver com engenharia.
Meu pai fez questão de me matricular numa escola técnica de informática, uma das melhores e mais caras em botafogo. O curso técnico levou 1 ano e meio.
Aos 19 anos, arrumei meu primeiro estágio como operadora de computador na prefeitura do Rio. Foi muito importante este trabalho, pois conheci pessoas diferentes, um ambiente diferente e o principal, tinha que cumprir horários e respondia a um chefe, que pouco me chamava a atenção, pois me via como garotinha e me chamava de Pocahontas. Meu chefe era boa pessoa, mas as pessoas lá me enxergavam como garota e eu queria ser vista como mulher. Certa vez um funcionário de lá da prefeitura de um outro setor começou a me assediar, ele tinha uns 45 anos e eu 19, ficava sempre me chamando para almoçar e sair com ele. Meu chefe um dia viu e percebeu que eu estava constrangida. Ele deu um fora tão grande nesse cara que nunca mais o vi. (Muitos anos depois esse mesmo cara me acha no MSN dizendo que nunca tinha me esquecido e que queria refazer contato, eu o ignorei)
Aos 19 anos eu ia com meu irmão em todos os encontros de BBS que tinham no Rio. Tive um namoro longo com um Sysop bem nerd.
15 e 16 anos
Adolescente clássica...
Me tornei muito rebelde... eu tinha porque tinha que fazer o que eu queria...
Minha mãe sofreu comigo um pouco nessa época.
Eu saia com as colegas e dormia na casa delas com muita frequencia, tinha vergonha de ser virgem, minha colegas não eram... eu também não poderia ser, então mentia dizendo que não era virgem...
Minha maior diversão era ir para a casa das primas de niterói ou ir na matinê do Imperator aos domingos dançar música do Tony Garcia... blargh...(mal acredito que eu gostava dessas porcarias, mas adolescente é fogo...) usava calça de bali, top preto e sapato Nauru e esnobava os meninos que caíam até mim as pencas, embora até ficasse com um ou outro nas festinhas...
Era amiga da Isabela, da Marcella, da Ana Carolina... com exceção da Ana, as demais eram minhas amigas por interesse e não percebia isso.... só perto dos 30 anos me caiu a ficha e percebi que a maioria das pessoas que se aproximou de mim durante toda a minha vida foi por interesse em obter alguma coisa a partir de mim... construir algo desinteressadamente para comigo era difícil...
Aos 16 anos, um amigo da sala do meu irmão ia sempre lá em casa jogar joguinhos eletrônicos... fiz amizade com ele, o Edu era muito legal e engraçado, um bobão... era o melhor amigo do meu irmão e eu gostava dele como amigo também. (10 anos depois o Edu se tornaria o pai de meu filho Juju, mas essa historia fica mais pra frente).
Um dia lembro que saí com a Marcella e enchi a cara de vinho, cheguei em casa bebâda tentei disfarçar mas meu pai percebeu e fez um escandalo, fiquei de castigo sem poder sair varios dias...Eu tinha que chegar em casa sempre as 22h, e quando não chegava meu pai ia me procurar aonde eu tinha dito que iria... Uma vez ele me achou e me catou pelo braço na frente de todos os meus colegas... aquilo foi um mico, hoje entendo a importância do limite e de como a rigidez na educação é fundamental para o desenvolvimento moral do indivíduo.
Aos 16 anos eu era tão bonita que me chamaram para ser garota propaganda da Yopa... foi divertido fazer a divulgação do picolé Squizz... meu super ego foi bem alimentado nessa época...
Me tornei muito rebelde... eu tinha porque tinha que fazer o que eu queria...
Minha mãe sofreu comigo um pouco nessa época.
Eu saia com as colegas e dormia na casa delas com muita frequencia, tinha vergonha de ser virgem, minha colegas não eram... eu também não poderia ser, então mentia dizendo que não era virgem...
Minha maior diversão era ir para a casa das primas de niterói ou ir na matinê do Imperator aos domingos dançar música do Tony Garcia... blargh...(mal acredito que eu gostava dessas porcarias, mas adolescente é fogo...) usava calça de bali, top preto e sapato Nauru e esnobava os meninos que caíam até mim as pencas, embora até ficasse com um ou outro nas festinhas...
Era amiga da Isabela, da Marcella, da Ana Carolina... com exceção da Ana, as demais eram minhas amigas por interesse e não percebia isso.... só perto dos 30 anos me caiu a ficha e percebi que a maioria das pessoas que se aproximou de mim durante toda a minha vida foi por interesse em obter alguma coisa a partir de mim... construir algo desinteressadamente para comigo era difícil...
Aos 16 anos, um amigo da sala do meu irmão ia sempre lá em casa jogar joguinhos eletrônicos... fiz amizade com ele, o Edu era muito legal e engraçado, um bobão... era o melhor amigo do meu irmão e eu gostava dele como amigo também. (10 anos depois o Edu se tornaria o pai de meu filho Juju, mas essa historia fica mais pra frente).
Um dia lembro que saí com a Marcella e enchi a cara de vinho, cheguei em casa bebâda tentei disfarçar mas meu pai percebeu e fez um escandalo, fiquei de castigo sem poder sair varios dias...Eu tinha que chegar em casa sempre as 22h, e quando não chegava meu pai ia me procurar aonde eu tinha dito que iria... Uma vez ele me achou e me catou pelo braço na frente de todos os meus colegas... aquilo foi um mico, hoje entendo a importância do limite e de como a rigidez na educação é fundamental para o desenvolvimento moral do indivíduo.
Aos 16 anos eu era tão bonita que me chamaram para ser garota propaganda da Yopa... foi divertido fazer a divulgação do picolé Squizz... meu super ego foi bem alimentado nessa época...
14 anos... ainda criança num corpo de mulher
Aos 14 anos meu corpo já estava feito, meus seios enormes (e até os 11 eu andava sem camisa pela Vila que morava), era muito alta, com cabelos enormes pretinho, eu era igual a Pocahontas. Os meninos me enchiam o saco. Passei a usar lente de contato, minha mãe me enchia de coisas de maquiagem, reformou meu quarto e parecia o de uma princesa todo verde água cheio de babadinhos, embora eu tivesse um canto com meu aparelho de som com meus discos de rock e posteres do Nirvana, Sound Garden, do Extreme, e do Guns n´Roses...eu adorava o Axel Rose... adorava minhas roupas pretas embora as usasse sob os fortes protestos de minha mãe.
Aconteceu um fenômeno na nova escola em que eu estava repetindo o ano... me tornei popular, o bullying ficou lá pra trás, sequer mencionavam que eu era lerda ou algo assim, me respeitavam e os meninos ficavam de papo mole pra cima de mim. Enquanto na outra escola sequer me escolhiam para fazer parte do time na educação física, na nova escola me escolheram para jogar handbol no campeonato feminino da escola!!!
Foi uma fase muito boa, estava com várias coleguinhas, todas cabecinhas ocas iguais a mim, tipicamente adolescente urbanas despreocupadas e que tinham tudo na mão.
O assédio dos meninos do prédio, da escola, do curso e afins estava mexendo comigo... comecei a me sentir lindíssima, superior... adorava esnobar os meninos
Comecei a sair com as coleguinhas e logo senti a censura de minha mãe... nada melhor do que resolver a censura mentindo... comecei a mentir deslavadamente para quase tudo. Matava aula demais e quase reprovei o ano que já estava repetindo.
Ufa, passei para o 2o grau, hoje ensino médio...
Aconteceu um fenômeno na nova escola em que eu estava repetindo o ano... me tornei popular, o bullying ficou lá pra trás, sequer mencionavam que eu era lerda ou algo assim, me respeitavam e os meninos ficavam de papo mole pra cima de mim. Enquanto na outra escola sequer me escolhiam para fazer parte do time na educação física, na nova escola me escolheram para jogar handbol no campeonato feminino da escola!!!
Foi uma fase muito boa, estava com várias coleguinhas, todas cabecinhas ocas iguais a mim, tipicamente adolescente urbanas despreocupadas e que tinham tudo na mão.
O assédio dos meninos do prédio, da escola, do curso e afins estava mexendo comigo... comecei a me sentir lindíssima, superior... adorava esnobar os meninos
Comecei a sair com as coleguinhas e logo senti a censura de minha mãe... nada melhor do que resolver a censura mentindo... comecei a mentir deslavadamente para quase tudo. Matava aula demais e quase reprovei o ano que já estava repetindo.
Ufa, passei para o 2o grau, hoje ensino médio...
13 anos
Ahhhhh meus 13 anos, Fiquei mocinha, dei um beijo em um garoto numa festa, dei um chute na perna da Bianca, uma gordona da minha sala da escola que me chamava de Lerda (ela me deu um murro muito maior mas pelo menos eu fiz alguma coisa), defendia meu irmão que era patético respondendo ao bullying que ele também sofria por ser excepcionalmente tímido e estupidamente inteligente, era um clássico Nerd, já programava no nosso PC 386 com meu pai aos 12 anos, enquanto que eu ficava no chat das BBS.
Esperniei para sair do balé, entrei no jazz, depois fiz natação que eu gostava, conheci Samantha na natação, uma das poucas que chamei de amiga, ela era parecida como eu, era uma mocinha com cabeça de criança.
De repente eu estava fazendo piano embora tivesse pedido para minha mãe para tocar bateria. Minhas roupas eram tão cafonas... a loja da minha mãe vendia roupas cafonerrimas feitas na confecção que ela mesma tinha no andar de cima da loja. A loja andava mal das finanças até que fechou.
Eu e meu irmão estudavamos ingles no CCAA, nessa época o CCAA também abriu o curso para espanhol. Minha mãe matriculou meu irmão no espanhol mas não me matriculou. Fui muito braba tirar satisfações com ela porque só meu irmão iria fazer espanhol. Nunca me esqueci o que ela me disse "ué, você não pediu". Eu prontamente disse que queria também e ela então me matriculou no espanhol lá no CCAA e fui fazer junto com meu irmão.
Como eu queria voltar a fazer o desenho técnico mas tinha aula com a explicadora, tinha ingles, tinha espanhol, tinha natação, tinha piano... não tinha tempo para
o desenho...
Mesmo com tudo isso fiquei reprovada em portugues na escola do bullying...eu não conseguia prestar atenção na aula, olhava para a professora e minha mente não estava ali, minha mente estava muito ocupada pensando em coisas que eu gostaria de fazer e não fazia, criando situações que eu gostaria que tivessem ocorrido e não ocorreram... minha mente estava criando um mundo paralelo e o mundo real ficava de fora.
Minha mãe percebeu isso, fui para a psicóloga, era um bla bla bla 1x por semana com a psicologa, não impediu de eu repetir de ano mas melhorei.
Perto do final do ano, em 1990 comecei a me revoltar com as decisões que minha mãe tomava por mim, passei a não suportar que me buscasse na escola pois minhas coleguinhas já voltavam sozinhas. Depois de muito insistir já no finzinho do ano passei a ir e voltar sozinha da escola junto com meu irmão andando...
Eu ainda pedia um skate para minha mãe... ah sim,, eu sempre pedia um skate... mas ela alegava que eu poderia me machucar e carregar marcas nas pernas muito feias que iria me arrepender. Quando um dia arrebentei meu joelho caindo da bicicleta, sua maior preocupação era da marca funda que ficou no meu joelho esquerdo. Me lembro que ela disse "tá vendo! olha só o que você arrumou!! agora se quisesse ser uma modelo não poderia mais com essa marca no joelho"
Minha mãe me preparava para ser um bibelot e meu irmão para ser um cientista. Era assim que eu percebia já naquela época.
Me recusei a fazer a recuperação em português, me revoltei contra a escola, contra os colegas... Meus pais me colocaram um outro colégio perto de nossa nova casa, agora um apartamento grande onde eu tinha um quarto só para mim e numa escola mais cara num nível mais forte de ensino.
Esperniei para sair do balé, entrei no jazz, depois fiz natação que eu gostava, conheci Samantha na natação, uma das poucas que chamei de amiga, ela era parecida como eu, era uma mocinha com cabeça de criança.
De repente eu estava fazendo piano embora tivesse pedido para minha mãe para tocar bateria. Minhas roupas eram tão cafonas... a loja da minha mãe vendia roupas cafonerrimas feitas na confecção que ela mesma tinha no andar de cima da loja. A loja andava mal das finanças até que fechou.
Eu e meu irmão estudavamos ingles no CCAA, nessa época o CCAA também abriu o curso para espanhol. Minha mãe matriculou meu irmão no espanhol mas não me matriculou. Fui muito braba tirar satisfações com ela porque só meu irmão iria fazer espanhol. Nunca me esqueci o que ela me disse "ué, você não pediu". Eu prontamente disse que queria também e ela então me matriculou no espanhol lá no CCAA e fui fazer junto com meu irmão.
Como eu queria voltar a fazer o desenho técnico mas tinha aula com a explicadora, tinha ingles, tinha espanhol, tinha natação, tinha piano... não tinha tempo para
o desenho...
Mesmo com tudo isso fiquei reprovada em portugues na escola do bullying...eu não conseguia prestar atenção na aula, olhava para a professora e minha mente não estava ali, minha mente estava muito ocupada pensando em coisas que eu gostaria de fazer e não fazia, criando situações que eu gostaria que tivessem ocorrido e não ocorreram... minha mente estava criando um mundo paralelo e o mundo real ficava de fora.
Minha mãe percebeu isso, fui para a psicóloga, era um bla bla bla 1x por semana com a psicologa, não impediu de eu repetir de ano mas melhorei.
Perto do final do ano, em 1990 comecei a me revoltar com as decisões que minha mãe tomava por mim, passei a não suportar que me buscasse na escola pois minhas coleguinhas já voltavam sozinhas. Depois de muito insistir já no finzinho do ano passei a ir e voltar sozinha da escola junto com meu irmão andando...
Eu ainda pedia um skate para minha mãe... ah sim,, eu sempre pedia um skate... mas ela alegava que eu poderia me machucar e carregar marcas nas pernas muito feias que iria me arrepender. Quando um dia arrebentei meu joelho caindo da bicicleta, sua maior preocupação era da marca funda que ficou no meu joelho esquerdo. Me lembro que ela disse "tá vendo! olha só o que você arrumou!! agora se quisesse ser uma modelo não poderia mais com essa marca no joelho"
Minha mãe me preparava para ser um bibelot e meu irmão para ser um cientista. Era assim que eu percebia já naquela época.
Me recusei a fazer a recuperação em português, me revoltei contra a escola, contra os colegas... Meus pais me colocaram um outro colégio perto de nossa nova casa, agora um apartamento grande onde eu tinha um quarto só para mim e numa escola mais cara num nível mais forte de ensino.
11 anos...
Lembro-me bem de 1988, eu tenho boas lembranças desse ano... muitos passeios.Meus pais sempre levava eu e meu irmão para andar de bike no Aterro do Flamengo, na Quinta da Boa Vista, eu adorava escorregar naquele gramado da Quinta com um pedaço de papelão. Levavamos sempre o Dani e o Pedrinho nos passeios. Visitavamos as primas de niterói que tinham a minha idade.
Em casa era tudo sempre tão calmo e controlado. Mas na escola era a Lerda. Tinha 2 amiguinhas de escola apenas. Mas eu era diferente. As meninas já começavam a ficar com jeitinho de mocinha, e eu, era uma moleca que só queria brincar.
Eu detestava bonecas, adorava um quebra-cabeça e brincar com jogos de montar, eu adorava montar o LEGO e com Playmobil. Gostava de jogar futebol com os meninos da vila embora o Dani fosse muito bom e sempre me driblava.
Minha mãe quase sempre me dava brinquedos fúteis e meu irmão ganhava brinquedos legais... No dia das crianças ganhei a boneca BEM-ME-QUER e meu irmão ganhou um Traço-Mágico... ai que raiva que me deu... mais uma boneca inútil...
Estava indo mal em matemática e minha mãe me tirou do curso de desenho técnico que eu fazia desde os 9 anos, para me botar no Kumon. Na mesma época pedi para fazer karatê com meu irmão e ela me botou no balé....
Eu tinha que ser feminina e fazer coisas de menina a qualquer custo para minha mãe.
Um dia ela chegou em casa com um vestido balonê rosa choque com uma boina rosa choque, meia calça rosa, sapato rosa e me fez usar aquela merda para ir numa festinha. Foi um dia horrível, ela queria que eu tivesse um estilo francesa, mas eu estava mais era parecendo uma nordestina afrancezada cafona e sem classe. Não era eu que estava ali, era uma boneca para mostrar aos outros....
Pelo menos a mordomia em casa era uma beleza....
Em casa era tudo sempre tão calmo e controlado. Mas na escola era a Lerda. Tinha 2 amiguinhas de escola apenas. Mas eu era diferente. As meninas já começavam a ficar com jeitinho de mocinha, e eu, era uma moleca que só queria brincar.
Eu detestava bonecas, adorava um quebra-cabeça e brincar com jogos de montar, eu adorava montar o LEGO e com Playmobil. Gostava de jogar futebol com os meninos da vila embora o Dani fosse muito bom e sempre me driblava.
Minha mãe quase sempre me dava brinquedos fúteis e meu irmão ganhava brinquedos legais... No dia das crianças ganhei a boneca BEM-ME-QUER e meu irmão ganhou um Traço-Mágico... ai que raiva que me deu... mais uma boneca inútil...
Estava indo mal em matemática e minha mãe me tirou do curso de desenho técnico que eu fazia desde os 9 anos, para me botar no Kumon. Na mesma época pedi para fazer karatê com meu irmão e ela me botou no balé....
Eu tinha que ser feminina e fazer coisas de menina a qualquer custo para minha mãe.
Um dia ela chegou em casa com um vestido balonê rosa choque com uma boina rosa choque, meia calça rosa, sapato rosa e me fez usar aquela merda para ir numa festinha. Foi um dia horrível, ela queria que eu tivesse um estilo francesa, mas eu estava mais era parecendo uma nordestina afrancezada cafona e sem classe. Não era eu que estava ali, era uma boneca para mostrar aos outros....
Pelo menos a mordomia em casa era uma beleza....
9 anos pós Jota
A idade de 9 anos foi também um marco...era época da COPA de 86, a primeira copa que me lembro. Lembro que minha mãe comprou uma camisa do Brasil a qual usei muito.
Ter me livrado de Jota foi muito bom para mim embora esta época também tenha sido marcada por uma ausência maior de minha mãe (já tinha meu pai que trabalha demais), que resolveu que iria trabalhar e meu pai montou um negócio para ela comprando uma loja numa galeria ali na Saens Peña, vendia roupas femininas...Eu adorava ir até a loja da minha mãe, entrava na vitrine e fingia que era um manequim. Em frente a loja tinha uma sorveteria e o dono que era conhecido de minha mãe sempre me dava sorvete... meu pai passava de carro a noite para fechar a loja com minha mãe e irem para casa. Meu pai tinha uma Marajó, um carro que tinha uma mala grandona e eu adorava ir atrás na mala junto com a bagunça das coisas da loja.
Comecei a usar óculos para minha desgraça pois começaram e me chamar de "lerda caolha" na escola... pra piorar Moema rima com um monte de coisas, e aos 9 anos o "bullying" disparou em cima de mim na escola, eu era a Molema Mocréia Mozema Moela Molerda etc etc etc. Como na minha sala da escola eu era a que tinha uma das melhores condições sociais, tinha material escolar superior aos demais colegas que me pediam de tudo emprestado. Eu ingenuamente emprestava tudo e por conseguinte acabava também por perder tudo na tentativa de agradar e me tornar mais respeitável aos babacas dos meus coleguinhas que me chamavam de Lerda o dia inteiro.
Chegando em casa eu era de novo a rainha, a única menina da vila e a mais velha, era respeitada pelos meninos. Dani era meu vizinho que eu mais brincava. Dani era meu amigo, e até hoje ainda temos contato. A mãe de Dani fazia bolo e doce para as crianças da vila nos finais de semana e a gente se esbaldava, e eu gostava tanto dela que passei a chama-la de madrinha. Como minha mãe nem meu pai tinham religião, nunca fui batizada, deixaram eu escolhe-la para ser minha madrinha.
Meu pai não deixava eu e meu irmão termos Atari, mesmo suplicando para ter... adoravamos joguinhos eletrônicos mas meus pais alegavam que não poderiamos ter pois tinham jogos violentos... Eu resolvi esse problema indo jogar Atari quase todo dia na casa do Dani.
Nessa época meu pai comprou um computador, um MSX Hotbit, e comprou alguns joguinhos bobocas que jogavamos quando ele não estava programando aqueles códigos esquisitos no computador. Eu era a única na escola que já tinha computador, impressora, antes do MSX, tínhamos um TK-82C que era ligado na tv para funcionar e os programas eram gravados e rodados em fita K7. Um dia levei um trabalhinho da escola impresso no computador e fui a sensação da sala aquele dia. Como eu era uma besta que sofria bullying sempre calada, achava que poderia ter respeito agradando meus colegas babacas e ficava imprimindo frases e qualquer coisa que meus coleguinhas pedissem e trazia para a escola.
Aos 9 anos... passei a ter um amigo imaginário... na minha mente ele se apresentava como um diabinho em forma de criança que me falava travessuras para eu fazer, as quais eu obedecia prontamente.
Eu ficava muito tempo com a Lina e meu irmão em casa enquanto minha mãe ficava na loja, meu pai no trabalho. Só os via a noite, mas só sentia saudade de meu pai.
Nessa época lembro-me que meu pai estabeleceu uma forte censura aos programas de TV, minha mãe determinava como eu tinha que me vestir. Eu ainda tirava a blusa e ficava só de short, e brincava assim na vila...
Um dia, escutei uma conversa entre minha mãe e o primo-irmão dela Jota, eles falavam baixo para que meu pai não escutasse e embora não tenha conseguido escutar direito me lembro dela falando e pedindo "pelo amor de Deus que não era para meu pai saber disso, pois ela o amava e que estava arrependida". Me lembro de ouvi-la repetindo sozinha "estou arrependida, estou arrependida". Somente depois de meus 30 anos descobri que nessa época minha mãe tinha traído meu pai.
Ter me livrado de Jota foi muito bom para mim embora esta época também tenha sido marcada por uma ausência maior de minha mãe (já tinha meu pai que trabalha demais), que resolveu que iria trabalhar e meu pai montou um negócio para ela comprando uma loja numa galeria ali na Saens Peña, vendia roupas femininas...Eu adorava ir até a loja da minha mãe, entrava na vitrine e fingia que era um manequim. Em frente a loja tinha uma sorveteria e o dono que era conhecido de minha mãe sempre me dava sorvete... meu pai passava de carro a noite para fechar a loja com minha mãe e irem para casa. Meu pai tinha uma Marajó, um carro que tinha uma mala grandona e eu adorava ir atrás na mala junto com a bagunça das coisas da loja.
Comecei a usar óculos para minha desgraça pois começaram e me chamar de "lerda caolha" na escola... pra piorar Moema rima com um monte de coisas, e aos 9 anos o "bullying" disparou em cima de mim na escola, eu era a Molema Mocréia Mozema Moela Molerda etc etc etc. Como na minha sala da escola eu era a que tinha uma das melhores condições sociais, tinha material escolar superior aos demais colegas que me pediam de tudo emprestado. Eu ingenuamente emprestava tudo e por conseguinte acabava também por perder tudo na tentativa de agradar e me tornar mais respeitável aos babacas dos meus coleguinhas que me chamavam de Lerda o dia inteiro.
Chegando em casa eu era de novo a rainha, a única menina da vila e a mais velha, era respeitada pelos meninos. Dani era meu vizinho que eu mais brincava. Dani era meu amigo, e até hoje ainda temos contato. A mãe de Dani fazia bolo e doce para as crianças da vila nos finais de semana e a gente se esbaldava, e eu gostava tanto dela que passei a chama-la de madrinha. Como minha mãe nem meu pai tinham religião, nunca fui batizada, deixaram eu escolhe-la para ser minha madrinha.
Meu pai não deixava eu e meu irmão termos Atari, mesmo suplicando para ter... adoravamos joguinhos eletrônicos mas meus pais alegavam que não poderiamos ter pois tinham jogos violentos... Eu resolvi esse problema indo jogar Atari quase todo dia na casa do Dani.
Nessa época meu pai comprou um computador, um MSX Hotbit, e comprou alguns joguinhos bobocas que jogavamos quando ele não estava programando aqueles códigos esquisitos no computador. Eu era a única na escola que já tinha computador, impressora, antes do MSX, tínhamos um TK-82C que era ligado na tv para funcionar e os programas eram gravados e rodados em fita K7. Um dia levei um trabalhinho da escola impresso no computador e fui a sensação da sala aquele dia. Como eu era uma besta que sofria bullying sempre calada, achava que poderia ter respeito agradando meus colegas babacas e ficava imprimindo frases e qualquer coisa que meus coleguinhas pedissem e trazia para a escola.
Aos 9 anos... passei a ter um amigo imaginário... na minha mente ele se apresentava como um diabinho em forma de criança que me falava travessuras para eu fazer, as quais eu obedecia prontamente.
Eu ficava muito tempo com a Lina e meu irmão em casa enquanto minha mãe ficava na loja, meu pai no trabalho. Só os via a noite, mas só sentia saudade de meu pai.
Nessa época lembro-me que meu pai estabeleceu uma forte censura aos programas de TV, minha mãe determinava como eu tinha que me vestir. Eu ainda tirava a blusa e ficava só de short, e brincava assim na vila...
Um dia, escutei uma conversa entre minha mãe e o primo-irmão dela Jota, eles falavam baixo para que meu pai não escutasse e embora não tenha conseguido escutar direito me lembro dela falando e pedindo "pelo amor de Deus que não era para meu pai saber disso, pois ela o amava e que estava arrependida". Me lembro de ouvi-la repetindo sozinha "estou arrependida, estou arrependida". Somente depois de meus 30 anos descobri que nessa época minha mãe tinha traído meu pai.
9 anos...
Aos 9 anos comecei a ter problemas na escola, não era boa aluna e não conseguia me concentrar bem, estava sempre meio aérea.
Nessa época tinha tudo a mão, era só pedir que uma empregada ou minha mãe me trazia. Tinhamos carro e passeavamos muito.
Meu pai trabalhava tanto e sentia muita saudade dele
Queria sempre estar com meu pai
Nao queria estar com minha mãe
Entre meus 7 e 9 anos primo Jota foi morar em São Paulo... mas um dia... ele voltou...
Mas eu estava diferente
De habitual saiu nú do banho num dia que meus pais não estavam, e disse "Moeminha, seu amiguinho estava com saudades"
Então eu disse gritando "chega, não quero mais saber dessa porcaria de amiguinho, se você continuar com isso vou correndo contar pra minha mãe".
Primo Jota NUNCA MAIS ficou nú, nem sequer fez mais nada...
Nessa época tinha tudo a mão, era só pedir que uma empregada ou minha mãe me trazia. Tinhamos carro e passeavamos muito.
Meu pai trabalhava tanto e sentia muita saudade dele
Queria sempre estar com meu pai
Nao queria estar com minha mãe
Entre meus 7 e 9 anos primo Jota foi morar em São Paulo... mas um dia... ele voltou...
Mas eu estava diferente
De habitual saiu nú do banho num dia que meus pais não estavam, e disse "Moeminha, seu amiguinho estava com saudades"
Então eu disse gritando "chega, não quero mais saber dessa porcaria de amiguinho, se você continuar com isso vou correndo contar pra minha mãe".
Primo Jota NUNCA MAIS ficou nú, nem sequer fez mais nada...
7 anos...
Aos 7 anos minha mãe ainda me dava comida na boca, embora estivesse começando a me ensinar a me alimentar sozinha com pouco sucesso.
Primo Jota fazia uns meses que não aparecia para meu alívio, até que um dia chuvoso a noite, meus pais saíram e Lina como sempre lendo a bíblia no quintal, chega Jota e vai para o banho, fiquei com um nervoso, só em vê-lo ir para o banho já me deixava irritada... Sabia que se meus pais não estivessem ele ao sair do banho ia me encher a paciência para fazer o carinho no "meu" amiguinho. Porém esse dia foi diferente, ele saiu do banho me levantou e me fez sentar sobre seu colo nú, pegou o amigo passarinho e colocou entre minhas pernas e disse "nossa moeminha, o passarinho está com muito frio, preciso muito de sua ajuda para me ajudar a esquentá-lo, e assim apertou minhas pernas pressionando com força aquele pinto marrom dele. Meu irmão de 5 anos nem percebeu quando o pinto dele cuspiu aquela coisa branca no meio da sala, então ele disse que o passarinho estava feliz e quentinho e me agradeceu.
Primo Jota fazia uns meses que não aparecia para meu alívio, até que um dia chuvoso a noite, meus pais saíram e Lina como sempre lendo a bíblia no quintal, chega Jota e vai para o banho, fiquei com um nervoso, só em vê-lo ir para o banho já me deixava irritada... Sabia que se meus pais não estivessem ele ao sair do banho ia me encher a paciência para fazer o carinho no "meu" amiguinho. Porém esse dia foi diferente, ele saiu do banho me levantou e me fez sentar sobre seu colo nú, pegou o amigo passarinho e colocou entre minhas pernas e disse "nossa moeminha, o passarinho está com muito frio, preciso muito de sua ajuda para me ajudar a esquentá-lo, e assim apertou minhas pernas pressionando com força aquele pinto marrom dele. Meu irmão de 5 anos nem percebeu quando o pinto dele cuspiu aquela coisa branca no meio da sala, então ele disse que o passarinho estava feliz e quentinho e me agradeceu.
5 anos... chuva de memórias
Tenho hoje dois filhos, se ambos tiverem a mesma quantidade de memórias que tenho dos meus 5 anos, realmente, então o quinto ano de vida das pessoas representam um marco crucial que determina muito de como iremos lidar com o mundo e interagir com as pessoas quando adulto.
A família é a base que determina este marco.
Lembro de minha mãe dando banho em mim e no meu irmão juntos
Lembro da mesinha vermelha e branca de criancinha que ela nos fazia sentar para comer
Lembro das roupas
Lembro de ver um alo vermelho brilhante ao redor de minha mãe (hoje imagino que isso seria algo tipo aurea ou sei lá o que poderia ser)
Dos vizinhos, dos cachorros dos vizinhos
Das baratas assustadoras que teimavam e passar por debaixo da porta da cozinha para me assombrar
Dos detalhes do piso da casa em que morávamos
Dos sonhos em que eu acordava (ou pelo menos achava que estava acordada), e passeava pela casa atravessando pelas paredes e achando isso natural...
Do primo e irmão adotivo de minha mãe que ia toda semana lá para casa sempre para dormir a noite e sair de manhã cedo
De que minha mãe me dava comida na boca, limpava meu bumbum, e me vestia com vestidinhos que eu detestava... (até hoje detesto vestidos!!)
De eu tirando a blusa porque me incomodava e de minha mãe dizendo que um dia eu não mais poderia ficar sem usar blusas pois o peitinho iria crescer
De eu pulando a janela da salinha da escola e da professora dizendo que não podia fazer tais travessuras porque era menina
Entre todas essas lembranças... duas delas são de relevância:
1a lembrança relevante: Lembro-me que aos 5 anos fui acometida por uma melancolia sem sentido, fiquei triste, e minha mãe quando me perguntava o que era eu dizia "tenho saudade", "quero voltar", "sinto saudade de alguém", "quero voltar"... Eu não sabia dizer o que era, não sabia mesmo, só muito tempo depois relembrando dessa memória e analisando-a percebi claramento que aquilo nada mais era do que estava me "caindo a ficha" de que tinha reencarnado e não mais estava no plano astral.
2a. lembrança relevante: Lembro-me que o primo-irmão adotivo de minha mãe chamado Jota, ia muito lá em casa, que de vez em quando meus pais saíam e me deixavam com a babá que dormia em casa todo o dia no quintal (pois é... minha mãe fazia ela dormir lá no quintal dos fundos numa parte coberta e ela só dormia dentro de casa quando estava frio....).
Um belo dia Jota chegou lá em casa, meus pais tinham saído, eu estava na minha cama brincando e meu irmão vendo TV, a nossa babá Lina, ficava no quintal dos fundos, lendo a bíblia das testemunhas de jeová como fazia quase todo dia a noite. Jota tinha um canto do armário do meu quarto que dividia com meu irmão para guardar as coisas dele. Depois do banho, voltou nú adentrando em meu quarto. Ficou se tocando na minha frente dizendo que queria me apresentar um amiguinho passarinho. Ele então se aproximou e pediu que fizesse carinho no novo amigo passarinho dele. Nesse dia só isso aconteceu. Porém na semana seguinte pediu mais carinho, na outra semana mais carinho... e falava que eu tinha fazer muito carinho no passarinho dele pois o mesmo sentia muito frio após o banho... Lembro-me claramente que de início pegava sem sequer me sentir incomodada, mas a frequencia dessa ocorrência começou a me incomodar pois queria brincar e tinha que ficar muito tempo esquentando o passarinho dele até ele se sentir satisfeito.
Os anos passam 5, 6, 7 anos...
A família é a base que determina este marco.
Lembro de minha mãe dando banho em mim e no meu irmão juntos
Lembro da mesinha vermelha e branca de criancinha que ela nos fazia sentar para comer
Lembro das roupas
Lembro de ver um alo vermelho brilhante ao redor de minha mãe (hoje imagino que isso seria algo tipo aurea ou sei lá o que poderia ser)
Dos vizinhos, dos cachorros dos vizinhos
Das baratas assustadoras que teimavam e passar por debaixo da porta da cozinha para me assombrar
Dos detalhes do piso da casa em que morávamos
Dos sonhos em que eu acordava (ou pelo menos achava que estava acordada), e passeava pela casa atravessando pelas paredes e achando isso natural...
Do primo e irmão adotivo de minha mãe que ia toda semana lá para casa sempre para dormir a noite e sair de manhã cedo
De que minha mãe me dava comida na boca, limpava meu bumbum, e me vestia com vestidinhos que eu detestava... (até hoje detesto vestidos!!)
De eu tirando a blusa porque me incomodava e de minha mãe dizendo que um dia eu não mais poderia ficar sem usar blusas pois o peitinho iria crescer
De eu pulando a janela da salinha da escola e da professora dizendo que não podia fazer tais travessuras porque era menina
Entre todas essas lembranças... duas delas são de relevância:
1a lembrança relevante: Lembro-me que aos 5 anos fui acometida por uma melancolia sem sentido, fiquei triste, e minha mãe quando me perguntava o que era eu dizia "tenho saudade", "quero voltar", "sinto saudade de alguém", "quero voltar"... Eu não sabia dizer o que era, não sabia mesmo, só muito tempo depois relembrando dessa memória e analisando-a percebi claramento que aquilo nada mais era do que estava me "caindo a ficha" de que tinha reencarnado e não mais estava no plano astral.
2a. lembrança relevante: Lembro-me que o primo-irmão adotivo de minha mãe chamado Jota, ia muito lá em casa, que de vez em quando meus pais saíam e me deixavam com a babá que dormia em casa todo o dia no quintal (pois é... minha mãe fazia ela dormir lá no quintal dos fundos numa parte coberta e ela só dormia dentro de casa quando estava frio....).
Um belo dia Jota chegou lá em casa, meus pais tinham saído, eu estava na minha cama brincando e meu irmão vendo TV, a nossa babá Lina, ficava no quintal dos fundos, lendo a bíblia das testemunhas de jeová como fazia quase todo dia a noite. Jota tinha um canto do armário do meu quarto que dividia com meu irmão para guardar as coisas dele. Depois do banho, voltou nú adentrando em meu quarto. Ficou se tocando na minha frente dizendo que queria me apresentar um amiguinho passarinho. Ele então se aproximou e pediu que fizesse carinho no novo amigo passarinho dele. Nesse dia só isso aconteceu. Porém na semana seguinte pediu mais carinho, na outra semana mais carinho... e falava que eu tinha fazer muito carinho no passarinho dele pois o mesmo sentia muito frio após o banho... Lembro-me claramente que de início pegava sem sequer me sentir incomodada, mas a frequencia dessa ocorrência começou a me incomodar pois queria brincar e tinha que ficar muito tempo esquentando o passarinho dele até ele se sentir satisfeito.
Os anos passam 5, 6, 7 anos...
Por onde começar...?....!...?.... eis a questão....
Fiquei pensando se comecaria a relatar de hoje ou do passado então para que eu mesma me entenda... relato do início...
hmm... como assim eu mesma? Sim.. eu mesma, eu criei este blog para que eu mesma me autoconheça e quem sabe ajude a outrem a se conhecer com minha história de vida em família...
Então, começo pelo início...
Minha primeira memória nessa encarnação é de meu pai botando meu irmão para dormir no bercinho, e após adormecer cortava as unhas e limpava o ouvido. No dia em que registrei a minha primeira memória nesta vida... era de meu pai limpando o ouvido de meu irmão com um cotonete, eu que estava ali do lado olhando.
Como meu irmão era um bebê muito pequeno, eu devia ter pouco mais de 2 anos, ficava querendo me fazer útil e ajudar com o irmãozinho novo. Meu pai pediu para que eu jogasse o cotonete no lixo. Fui até o banheiro para jogar na lixeira, estava de noite e as luzes apagadas, entrei no banheiro com tudo escuro e vi uma forma colorida e se movendo sob o vaso sanitário. Eu era tão pequena que não tive tanto medo, não me parecia algo ameaçador, que fiquei olhando atônita para tal forma muito brilhante se mover, me escondi atrás da porta e olhei de novo, continuava lá... fiquei esperando aquela forma ir embora e não foi... aí então me deu um medinho...
Voltei ao quarto e disse ao meu pai que tinha um bicho no banheiro... meu pai então veio comigo até o banheiro e disse: - "Viu, não tem nada aqui filhinha" e jogou o cotonete no cesto... Essa é a primeira memória de minha vida. Depois desta memória só me lembro de fatos quando eu tinha já uns 5 anos...
hmm... como assim eu mesma? Sim.. eu mesma, eu criei este blog para que eu mesma me autoconheça e quem sabe ajude a outrem a se conhecer com minha história de vida em família...
Então, começo pelo início...
Minha primeira memória nessa encarnação é de meu pai botando meu irmão para dormir no bercinho, e após adormecer cortava as unhas e limpava o ouvido. No dia em que registrei a minha primeira memória nesta vida... era de meu pai limpando o ouvido de meu irmão com um cotonete, eu que estava ali do lado olhando.
Como meu irmão era um bebê muito pequeno, eu devia ter pouco mais de 2 anos, ficava querendo me fazer útil e ajudar com o irmãozinho novo. Meu pai pediu para que eu jogasse o cotonete no lixo. Fui até o banheiro para jogar na lixeira, estava de noite e as luzes apagadas, entrei no banheiro com tudo escuro e vi uma forma colorida e se movendo sob o vaso sanitário. Eu era tão pequena que não tive tanto medo, não me parecia algo ameaçador, que fiquei olhando atônita para tal forma muito brilhante se mover, me escondi atrás da porta e olhei de novo, continuava lá... fiquei esperando aquela forma ir embora e não foi... aí então me deu um medinho...
Voltei ao quarto e disse ao meu pai que tinha um bicho no banheiro... meu pai então veio comigo até o banheiro e disse: - "Viu, não tem nada aqui filhinha" e jogou o cotonete no cesto... Essa é a primeira memória de minha vida. Depois desta memória só me lembro de fatos quando eu tinha já uns 5 anos...
Me apresentando resumidamente...
Decidi criar este blog que me servirá como um diário-desabafo de tudo o que me acontece em minha vida...
Meu nome é Moema, carioca da classe méRdia da zona norte, ando de carro popular, tenho a idade de cristo, tenho dois empregos... dois filhos...e dois maridos...opa, um dos maridos é ex.... (que piada sem graça...rsrsrs...) meu melhor amigo é meu marido, meu companheiro, e é meu maior triunfo nessa encarnação...
Encarnação? Sim acredito que reencarnamos, e na vida após a morte, cuja minha experiência de vida em muito já me deu provas que a mim são suficientes para ter tal certeza de uma vida fora do corpo.
Tenho poucos amigos porque para chamar alguém de amigo preciso de muitos e muitos anos de convivência. Embora até chame uma ou outro de amiga/o... amigo para mim tem o valor e o sinto como um irmão. Aliás, tenho um irmão de sangue que amo muito e é meu amigo embora more muito longe...
Tenho título de Ph.D. na área médica, professora de faculdade de medicina, cientista deste país e levei 11 anos desde o início da graduação até obter tal titulação que suei muito para obter.
Gosto de ler sobre ciência, adoro pintura a óleo embora não tenha mais tempo, desenho com muita habilidade, já fiz plástica e faria de novo, adoro ver documentários de geologia, ecologia, astronomia e do seriado HOUSE!!!
Tenho gostos antagônicos...gosto de me enfiar no mato para fazer uma trilha "wild" e cheia de lama, mas ao final procuraria um hotel chique para ter conforto. Adoro usar roupas largas e tênis mas não dispenso um salto alto na hora certa, me visto muitas vezes de qualquer jeito mas não dispenso um batom e um brinquinho. Procuro lugares reservados mas gosto de dançar se tiver com gente animada...
Enfim, chega de falar de mim já tá bom....
Meu nome é Moema, carioca da classe méRdia da zona norte, ando de carro popular, tenho a idade de cristo, tenho dois empregos... dois filhos...e dois maridos...opa, um dos maridos é ex.... (que piada sem graça...rsrsrs...) meu melhor amigo é meu marido, meu companheiro, e é meu maior triunfo nessa encarnação...
Encarnação? Sim acredito que reencarnamos, e na vida após a morte, cuja minha experiência de vida em muito já me deu provas que a mim são suficientes para ter tal certeza de uma vida fora do corpo.
Tenho poucos amigos porque para chamar alguém de amigo preciso de muitos e muitos anos de convivência. Embora até chame uma ou outro de amiga/o... amigo para mim tem o valor e o sinto como um irmão. Aliás, tenho um irmão de sangue que amo muito e é meu amigo embora more muito longe...
Tenho título de Ph.D. na área médica, professora de faculdade de medicina, cientista deste país e levei 11 anos desde o início da graduação até obter tal titulação que suei muito para obter.
Gosto de ler sobre ciência, adoro pintura a óleo embora não tenha mais tempo, desenho com muita habilidade, já fiz plástica e faria de novo, adoro ver documentários de geologia, ecologia, astronomia e do seriado HOUSE!!!
Tenho gostos antagônicos...gosto de me enfiar no mato para fazer uma trilha "wild" e cheia de lama, mas ao final procuraria um hotel chique para ter conforto. Adoro usar roupas largas e tênis mas não dispenso um salto alto na hora certa, me visto muitas vezes de qualquer jeito mas não dispenso um batom e um brinquinho. Procuro lugares reservados mas gosto de dançar se tiver com gente animada...
Enfim, chega de falar de mim já tá bom....
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